Quem sou eu

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Salvador, Bahia, Brazil
O mundo começou pra mim no dia 29 de agosto de 1994,Na maternidade Sagrada Família, às 00:17 min de uma madrugada de sábado. Deve ser por isso que sou elétrica, lunática, hiperativa, serena, bipolar, multipolar, e metafisica simultaneamente. Virginiana de corpo Alma e coração, protegida pelo anjo Arcanjo, sou esgotada de sentimentos transparentes, amo compulsivamente e desprezo da mesma maneira. sou capaz de segurar o mundo com uma mão só, pra não soltar a sua jamais.

me descreveu.

me descreveu.
‎Eu sou suspeita pra falar. Mas quando fico quieta sou mais suspeita ainda.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Somos todos imortais. Teoricamente imortais, claro. Hipocritamente imortais. Porque nunca consideramos a morte como uma possibilidade cotidiana, feito perder a hora no trabalho ou cortar-se fazendo a barba, por exemplo. Na nossa cabeça, a morte não acontece como pode acontecer de eu discar um número telefônico e, ao invés de alguém atender, dar sinal de ocupado. A morte, fantasticamente, deveria ser precedida de certo ‘clima’, certa ‘preparação’. Certa ‘grandeza’. Deve ser por isso que fico (ficamos todos, acho) tão abalado quando, sem nenhuma preparação, ela acontece de repente. E então o espanto e o desamparo, a incompreensão também, invadem a suposta ordem inabalável do arrumado (e por isso mesmo ‘eterno’) cotidiano. A morte de alguém conhecido e/ou amado estupra essa precária arrumação, essa falsa eternidade. A morte e o amor. Porque o amor, como a morte, também existe – e da mesma forma, dissimulada. Por trás, inaparente. Mas tão poderoso que, da mesma forma que a morte – pois o amor também é uma espécie de morte (a morte da solidão, a morte do ego trancado, indivisível, furiosa e egoisticamente incomunicável) – nos desarma. O acontecer do amor e da morte desmascaram nossa patética fragilidade.


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