Quem sou eu

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Salvador, Bahia, Brazil
O mundo começou pra mim no dia 29 de agosto de 1994,Na maternidade Sagrada Família, às 00:17 min de uma madrugada de sábado. Deve ser por isso que sou elétrica, lunática, hiperativa, serena, bipolar, multipolar, e metafisica simultaneamente. Virginiana de corpo Alma e coração, protegida pelo anjo Arcanjo, sou esgotada de sentimentos transparentes, amo compulsivamente e desprezo da mesma maneira. sou capaz de segurar o mundo com uma mão só, pra não soltar a sua jamais.

me descreveu.

me descreveu.
‎Eu sou suspeita pra falar. Mas quando fico quieta sou mais suspeita ainda.

terça-feira, 17 de abril de 2012

O AMOR NO COLO - Fabrício Capinejar

A dor não pede compreensão, pede respeito. Não abandonar a cadeira, ficar sentado na posição em que ela é mais aguda. 

Vejo homens que não têm coragem de terminar o relacionamento. Que não esclarecem que acabou. Que deixam que os outros entendam o que desejam entender. Que preferem fugir do barraco e do abraço esmurrado. Saem de mansinho, explicando que é melhor assim: não falar nada, não explicar, acontece com todo mundo. 
Encostam a porta de sua casa (não trancam) e partem para outra vida. 
Não é melhor assim. Não tem como abafar os ruídos do choro. O corpo não é um travesseiro. Seca com os soluços. 
Não é melhor assim. Haverá gritos, disputa, danos. É como beber um remédio, sem empurrar a colher para longe ou moldar cara feia. É engolir o gosto ruim da boca, aguentar o desgosto da falta do beijo. 
Será idiota recitar Vinicius de Moraes: "que seja infinito enquanto dure". A despedida não é lugar para poesia. 
Haverá uma estranha compaixão pelo passado, a língua recolhendo as lágrimas, o rosto pelo avesso. Haverá sua mulher batendo em seu peito, perguntando: "Por que fez isso comigo?" 
Haverá a indignação como última esperança. 
Haverá a hesitação entre consolar e brigar, entre devolver o corte e amparar. 
Vejo homens que somente encontram força para seduzir uma mulher, não para se distanciar dela. 
Para iniciar uma história, não têm medo, não têm receio de falar.
Para encerrar, são evasivos, oblíquos, falsos. Mandam mensageiros. 
Não recolhem seus pertences na hora. Voltarão um novo dia para buscar suas coisas. 
Não toleram resolver o desespero e datar as lembranças. Guardam a risada histérica para o domingo longe dali. 
Mas estar ali é o que o homem precisa. Não virar as costas. Fechar uma história é manter a dignidade de um rosto levantado, ouvindo o que não se quer escutar. Espantado com o que se tornou para aquela mulher que amava. Porque aquilo que ela diz também é verdade. Mesmo que seja desonesto. 
Desgraçadamente, há mais desertores do que homens no mundo.
Deveriam olhar fora de si. Observar, por exemplo, a dor de uma mãe que perde seu filho no parto. 
O médico colocará o filho morto no colo materno. É cruel e - ao mesmo tempo - necessário. Para que compreenda que ele morreu. Para que ela o veja e desista de procurá-lo. Para que ela perceba que os nove meses não foram invenção, que a gestação não foi loucura. Que o pequeno realmente existiu, que as contrações realmente existiram, que ela tentou trazê-lo à tona. Que possa se afastar da promessa de uma vida, imaginar seu cheiro e batizar seu rosto por um instante. 
Descobrir a insuportável e delicada memória que teve um fim, não um final feliz. Ainda que a dor arrebente, ainda é melhor assim.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Tati Bernadi - sobre o amor.

Se implorar resolvesse, não me importaria. De joelhos, no milho, em espinhos, agachada, com o cofrinho aparecendo.Uma loucura qualquer, se ajudasse, eu faria com o maior prazer. Do ridículo ao medo: pularia pelada de bungee jump.Chorar, se desse resultado, eu acabaria com a seca de qualquer Estado, de qualquer espírito.Mas amor não se pede, imagine só.Ei, seu tonto, será que você não pode me olhar com olhos de devoção porque eu estou aqui quase esmagada com sua presença? Não, não dá pra dizer isso.
Ei, seu velho, será que você pode me abraçar como se estivéssemos caindo de
uma ponte porque eu estou aqui sem chão com sua presença? Não, você não pode dizer isso.
Ei, monstro do lixo, será que você pode me beijar como um beijo de final de filme porque eu estou aqui sem saliva, sem ar, sem vida com a sua presença? Definitivamente, não, melhor não. Amor não se pede, é uma pena.
É uma pena correr com pulinhos enganados de felicidade e levar uma rasteira.
É uma pena ter o coração inchado de amar sozinha, olhos inchados de amar sozinha. Um semblante altista de quem constrói sozinho sonhos.
Mas você não pode, não, eu sei que dá vontade, mas não dá pra ligar pro
desgraçado e dizer: ei, tô sofrendo aqui, vamos parar com essa estupidez de não me amar e vir logo resolver meu problema?
Mas amor, minha querida, não se pede, dá raiva, eu sei.
Raiva dele ter tirado o gosto do mousse de chocolate que você amava tanto.
Raiva dele fazer você comer cinco mousses de chocolate seguidos pra ver se, em algum momento, o gosto volta.
Raiva dele ter tirado as cores bonitas do mundo, a felicidade imensa em ver crianças sorrindo, a graça na bobeira de um cachorro querendo brincar.
Ele roubou sua leveza mas, por alguma razão, você está vazia.
Mas não dá, nem de brincadeira, pra você ligar pro cara e dizer: ei, a vida é curta pra sofrer, volta, volta, volta.
Porque amor, meu amor, não se pede, é triste, eu sei bem. É triste ver o Sol e não vê-lo se irritar porque seus olhos são claros demais, são tristes as manhãs que prometem mais um dia sem ele, são tristes as noites que cumprem a promessa.
É triste respirar sem sentir aquele cheiro que invade e você não olha de lado, aquele cheiro que acalma a busca. Aquele cheiro que dá vontade de transar pro resto da vida. É triste amar tanto e tanto amor não ter proveito. Tanto amor querendo fazer alguém feliz.
Tanto amor querendo escrever uma história, mas só escrevendo este texto
amargurado. É triste saber que falta alguma coisa e saber que não dá pra comprar, substituir, esquecer, implorar.
É triste lembrar como eu ria com ele.
Mas amor, você sabe, amor não se pede. Amor se declara: sabe de uma coisa?
Ele sabe, ele sabe. Tati Bernardi - Amo não se pede .
Ei, seu velho, será que você pode me abraçar como se estivéssemos caindo deuma ponte porque eu estou aqui sem chão com sua presença? Não, você não pode dizer isso.Ei, monstro do lixo, será que você pode me beijar como um beijo de final de filme porque eu estou aqui sem saliva, sem ar, sem vida com a sua presença? Definitivamente, não, melhor não. Amor não se pede, é uma pena.É uma pena correr com pulinhos enganados de felicidade e levar uma rasteira.É uma pena ter o coração inchado de amar sozinha, olhos inchados de amar sozinha. Um semblante altista de quem constrói sozinho sonhos.Mas você não pode, não, eu sei que dá vontade, mas não dá pra ligar prodesgraçado e dizer: ei, tô sofrendo aqui, vamos parar com essa estupidez de não me amar e vir logo resolver meu problema?Mas amor, minha querida, não se pede, dá raiva, eu sei.Raiva dele ter tirado o gosto do mousse de chocolate que você amava tanto.Raiva dele fazer você comer cinco mousses de chocolate seguidos pra ver se, em algum momento, o gosto volta.Raiva dele ter tirado as cores bonitas do mundo, a felicidade imensa em ver crianças sorrindo, a graça na bobeira de um cachorro querendo brincar.Ele roubou sua leveza mas, por alguma razão, você está vazia.Mas não dá, nem de brincadeira, pra você ligar pro cara e dizer: ei, a vida é curta pra sofrer, volta, volta, volta.Porque amor, meu amor, não se pede, é triste, eu sei bem. É triste ver o Sol e não vê-lo se irritar porque seus olhos são claros demais, são tristes as manhãs que prometem mais um dia sem ele, são tristes as noites que cumprem a promessa.É triste respirar sem sentir aquele cheiro que invade e você não olha de lado, aquele cheiro que acalma a busca. Aquele cheiro que dá vontade de transar pro resto da vida. É triste amar tanto e tanto amor não ter proveito. Tanto amor querendo fazer alguém feliz.Tanto amor querendo escrever uma história, mas só escrevendo este textoamargurado. É triste saber que falta alguma coisa e saber que não dá pra comprar, substituir, esquecer, implorar.É triste lembrar como eu ria com ele.Mas amor, você sabe, amor não se pede. Amor se declara: sabe de uma coisa?Ele sabe, ele sabe. Tati Bernardi - Amo não se pede .

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

2011 quero você de novo.


Mais um ano acabando, e o que fizemos de útil, agradável e bom neste ano ?
ajudou o próximo ?, feliz alguém feliz ?, se fez feliz ?
eu realmente me doei, me esforcei, aprendi e superei em dobro as expectativas frustadas de 2010. mais o que dizer de 2011 ?, pra mim foi PERFEITO, quero BIS, quero TRIS ... Quero mais.
quero mais alegria, quero minhas risadas altas, quero meus amigos novos, quero mais de tudo.
agradeço a Deus por ter me presenteado com dezenas de pessoas maravilhosas, com amigos novinhos em folha, com sonhos realizados. é com imensa gratidão que eu os mantenho ao meu redor e presente em todos os meus momentos, seja positivo ou não.
agradeço mais ainda pelas experiencias que me permitiu passar, e afirmo foi maravilhoso!
enfim obrigada pelos sorrisos, lágrimas, abraços, tristezas, festas, momentos. foi gostoso! foi bom e eu quero MAAAAAIS.
e que 2012 venha com novos fluidos, novas conquistas, novos amores, e pra mim uma força reforçada de ser feliz e de fazer feliz quem também quer ser feliz junto a minha felicidade.
porque ser feliz é uma das maiores vinganças para quem não sabe fazer a alma sorrir.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

será o destino ?

Muitas vezes Deus dialoga com a gente, e nem percebemos.
ele fica o tempo nos mostrando o certo e o torto, infelizmente não percebemos de primeira a mensagem repassada, e na maioria das vezes só sai besteira.
eu digo por mim, que faço uma MERDA atrás da outra, mais eu posso afirmar que foi tudo, tudo mesmo da melhor maneira que eu podia fazer, garanto que fiz de coração, e que eu só queria era mostrar meu interesse, meu carinho, para algumas pessoas, sendo elas burras demais para me entender, agora eu volto. porque eu me importo tanto em que elas entendam minhas atitudes ? , já que eu não entendo os caminhos tortos e certo que Deus me impõe a seguir ?, seria egoísmo demais da minha parte ou falta de compreensão ?, ai quando acontece a gente se pergunta: Porque você fez isso comigo ?, e esquecemos de nos perguntar: Como eu vou resolver isso ?.
uma coisa eu digo, nada é por acaso, nesse muito o que eu mais eu acredito é no destino, jogo a culpa de todos acontecimentos no meu destino, seja positivo ou negativo eu digo " Coisas do destino" e se todos os meus desejos são contrários ao que Deus separou pra mim , o que eu ei de fazer ? já que eu me desvio constantemente pra o que não foi imposto a mim. isso é mais uma afirmativa que nós caminhamos pro lado errado. mais eu repito " Coisas do destino" , agora eu me pergunto: será que o caminho que eu julgo ser errado é o meu ? , e respondo a mim: " São coisas do destino "
Acho que uma mulher só precisa de um homem que não vai desistir dela na primeira dificuldade...
Sem pressa. Sem vírgulas. Sem ponto final. Sem brigas. Sem separação. Sem mágoa. Sem dor. Somente amor, por favor !!
Hoje eu queria um abraço daqueles que te sufoca de tão apertado e te protege de tudo. Hoje eu só queria ouvir: “Eu te procurei pra saber se você tá bem”

sábado, 19 de novembro de 2011


Não se concentre tanto nas minhas variações de humor, apenas insista em mim. Se eu calar, me encha de palavras, me faça querer dizer outra e outra vez sobre você, sobre nós, e todo esse amor. Se eu chorar, não me faça muitas perguntas, não precisa nem secar minhas lágrimas. Só me diz que você continuará comigo pra tudo, que tenho teu colo e teu carinho. E ainda que te doa me ver assim, me envolva nos teus braços e diga que eu posso chorar, mas que você não sairá dali enquanto eu não sorrir. Porque é isso que nos importa, não é? O sorriso um do outro -

Sempre vivo!

Um pouco de Caio!
Caio Fernando Abreu, o escritor gaúcho que faleceu há 15 anos, vítima de complicações decorrentes da AIDS, nunca esteve tão vivo. Seu sucesso parece tão vasto quanto sua obra. Ator, astrólogo, jornalista, roteirista, lavador de pratos, viajante, jardineiro, dramaturgo, hippie, mas acima de tudo um escritor, como ele mesmo definiu. Caio foi um pouco de todos os personagens de seus livros.

Caio ganhou prêmios e agradou à crítica literária. Teve amigos que foram ou que hoje são a alma da cultura do Brasil e morreu quando começava sua consagração. Em nenhum momento foi tão amado como é agora, por essa que chamam de Geração Y. Os jovens que conheceram Caio exclusivamente por meio de seus escritos, principalmente em frases soltas na internet, sentem como se tivessem descoberto, mais do que um escritor, um amigo, um igual. Parte deles mal conhece o rosto de Caio, sua história conturbada e intensa, seu amor incondicional à literatura, que o fazia viver quase tudo que escrevia: amam-no pelo que criou.

Ler Caio Fernando Abreu é como abrir um diário que nunca escrevemos, mas que revela tudo que sentimos e pensamos, tudo que queremos esconder dos outros e de nós mesmos. Este parece ser o diferencial de Caio: seus contos jogam-nos na cara coisas que não sabemos sobre nós mesmos, obrigam-nos a fazer uma limpeza interna, pensar sobre o que realmente somos e o que representamos ser. Terrivelmente crua e ao mesmo tempo amorosa e bela, a obra de Caio Fernando nos captura justamente por essas contradições.

Caio tornou-se um mito literário, “melancolicamente póstumo”, como bem profetizou.

- Paola Oliveira.