Quem sou eu

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Salvador, Bahia, Brazil
O mundo começou pra mim no dia 29 de agosto de 1994,Na maternidade Sagrada Família, às 00:17 min de uma madrugada de sábado. Deve ser por isso que sou elétrica, lunática, hiperativa, serena, bipolar, multipolar, e metafisica simultaneamente. Virginiana de corpo Alma e coração, protegida pelo anjo Arcanjo, sou esgotada de sentimentos transparentes, amo compulsivamente e desprezo da mesma maneira. sou capaz de segurar o mundo com uma mão só, pra não soltar a sua jamais.

me descreveu.

me descreveu.
‎Eu sou suspeita pra falar. Mas quando fico quieta sou mais suspeita ainda.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Muitas vezes foi o medo que me tomou pela mão e me levou. O medo me leva ao perigo. E tudo o que eu amo é arriscado.
''Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo."
Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que... Não sei onde... Para resgatar alguma coisa que nem sei onde perdi.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

(Caio F. Abreu)


“E tem gente maravilhosa que, de repente, vai ficando longe, difícil de ver – e aí dança. Mas também acho que aquilo que é bom, e de verdade, e forte, e importante – coisa ou pessoa – na sua vida, isso não se perde. E aí lembro de Guimarães Rosa, quando dizia que “o que tem de ser, tem muita força”. A gente não tem é que se assustar com as distâncias e os afastamentos que pintam.

Sou um monte intransponível no meu próprio caminho.
Mas às vezes por uma palavra tua ou por uma palavra lida, de repente tudo se esclarece.

Eu me tornei intolerável para mim mesma. Vivo numa dualidade dilacerante. Eu tenho uma aparente liberdade mas estou presa dentro de mim., eu sou sozinha no mundo e não acredito em ninguém, todos mentem, às vezes até na hora do amor [.] a verdade só me vem quando estou sozinha.

Clarice Lispector


Para que eu não seja engolido pela voracidade das horas e pelas novidades que fazem o tempo passar depressa - eu cultivo um certo tédio, não sei se quero descansar por estar realmente cansada ou se quero descansar para desistir. E todos os dias ficarei tão alegre que incomodarei os outros.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Pois logo a mim, tão cheia de garras e sonhos, coubera arrancar de seu coração a flecha farpada. De chofre explicava-se para que eu nascera com mão dura, e para que eu nascera sem nojo da dor. Para que te servem essas unhas longas? Para te arranhar de morte e para arrancar os teus espinhos mortais, responde o lobo do homem. Para que te serve essa cruel boca de fome? Para te morder e para soprar a fim de que eu não te doa demais, meu amor, já que tenho que te doer, eu sou o lobo inevitável pois a vida me foi dada. Para que te servem essas mãos que ardem e prendem? Para ficarmos de mãos dadas, pois preciso tanto, tanto, tanto - uivaram os lobos e olharam intimidados as próprias garras antes de se aconchegarem um no outro para amar e dormir. "

Clarice Lispector

Clarice Lispector

Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar...Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada,tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras. Sou irritável e firo facilmente. Também sou muito calmo e perdôo logo. Não esqueço nunca. Mas há poucas coisas de que eu me lembre.

domingo, 6 de fevereiro de 2011


Hoje eu tive medo
De acordar de um sonho lindo
Garantir reter guardar essa esperança
Ando em paraísos descaminhos precipícios
Ao seu lado vejo que ainda sou uma criança

Sensível demais eu sou um alguém que chora
Por qualquer lembrança de nós dois
Sensível demais você me deixou e agora
Como dominar as emoções

Quando vem á tona todo amor que esta por dentro
Chamo por teu nome em transmissão de pensamento
Longe a tua casa vejo a luz do quarto acesa
Não tem nada que não vaze que segure essa represa

Sensível demais eu sou um alguém que chora
Por qualquer lembrança de nós dois
Sensível demais você me deixou e agora
Como dominar as emoções